são por volta das 23h30 da noite, e me toma uma vontade louca de tomar um cigarro entre os dedos e tragá-lo. Tragá-lo muito, várias vezes, fortemente, sentir a fumaça passar pela garganta, prendê-la, e depois vê-la sair leve e dispersa pelos meus lábios.
***
Como escrever bem? Acho que fico me perguntando isso o tempo todo: como posso escrever ou escrever melhor? Como posso escrever literariamente: usando metáforas, fazendo descrições, mas descrevendo o quê? Que tipo e que informações trazer no texto? Como fazer dele algo interessante ao leitor? Procuro infinitamente a melhor forma de escrever. Mas com o jornalismo é diferente: o texto não é necessariamente o principal, como acontece com a literatura (embora ele também possa adentrar essa campo); por trás do texto, ou melhor, para chegar ao texto, é necessário todo um trabalho de cão: pesquisar, apurar, planejar, fazer esqueletos e montar projetos de texto, saber dialogar e conversar nas entrevistas, e que informações pegar, buscar um furo, algo novo que traga novidade ao seu texto, buscar imagens e narrativas, para então, editando tudo aquilo com o qual você teve contato, traduzir tudo em palavras.
Mas o pior vem depois: a reação das pessoas, ou a indiferença das pessoas, ou não saber o que as pessoas acham. Acho que, nesse sentido, sou um tanto egoísta e vaidoso: quero escrever um texto magnífico, que todos adorem. Esse é meu grande sonho.
***
O sol nas bancas de revista, me enchem de alegria.
eu vou lenço sem documento, tomando coca-cola.
domingo, 29 de agosto de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Fico sem o banho
07:00
Preferi não tomar banho para escrever. Não é algo nada ligado à higiene, mas é que o banho dá pressa, diz que você tem que sair, ir à rua, algum compromisso te espera. Nunca consigo ficar muito tempo em casa após tomar banho, ao mesmo tempo em que preciso de um banho assim que acordo para acordar plenamente. Isto é, ou acordo plenamente, e já saio de casa, ou permaneço com meu organismo semiacordado e posso fazer mais coisas em casa.
Preferi não tomar banho para escrever. Não é algo nada ligado à higiene, mas é que o banho dá pressa, diz que você tem que sair, ir à rua, algum compromisso te espera. Nunca consigo ficar muito tempo em casa após tomar banho, ao mesmo tempo em que preciso de um banho assim que acordo para acordar plenamente. Isto é, ou acordo plenamente, e já saio de casa, ou permaneço com meu organismo semiacordado e posso fazer mais coisas em casa.
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Gostaria de não me alinhar mais à universidade, mas é impossível fugir dela. Mesmo com todos os seus anacronismos, diacronismo ou que cronismo for, fazer algo fora dela (digo, produzir) é muito mais difícil. No entanto, cada vez mais, ela nos expulsa de seu território, quase sempre precisamos estar pagando para estar nela. E um dia já foi pública.
Gostaria de dela me redimir, mas não o posso. Apesar dos pesares, é o local de estudo, produção, conhecimento (sem ser piegas), de conhecer pessoas, formas de fazer e ver, de construir grupos e identidades. Esse final de semana, no Intercom Nordeste 2010 (10 a 12 de junho - Campina Grande), pude conhecer uma galera muito massa de Fortaleza, da Universidade Federal do Ceará, que tem uma produção muito boa e interessante em fotografias, e se organizam dentro de um grupo chamado Geit (Grupo de Estudos em Imagem Técnica). Gostaria de um grupo desses por aqui na UFPB, mas não consigo vislumbrar muito.
Por enquanto, no aconchego do meu quarto, fico por aqui, seguro. Depois tomo banho.
Gostaria de dela me redimir, mas não o posso. Apesar dos pesares, é o local de estudo, produção, conhecimento (sem ser piegas), de conhecer pessoas, formas de fazer e ver, de construir grupos e identidades. Esse final de semana, no Intercom Nordeste 2010 (10 a 12 de junho - Campina Grande), pude conhecer uma galera muito massa de Fortaleza, da Universidade Federal do Ceará, que tem uma produção muito boa e interessante em fotografias, e se organizam dentro de um grupo chamado Geit (Grupo de Estudos em Imagem Técnica). Gostaria de um grupo desses por aqui na UFPB, mas não consigo vislumbrar muito.
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Por enquanto, no aconchego do meu quarto, fico por aqui, seguro. Depois tomo banho.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Links da mesa
Sim, só para constar
Quem esteve presente à primeira mesa do VI Colóqui Rumos de Jornalismo Cultural - Convergências, foram produtores de blogs e portais de caráter alternativo:
www.canalcontemporaneo.art.br - Patrícia Canetti
www.overmundo.com.br - Marcelo Zacchi
www.garapa.org (esse foi o que mais gostei, a página é bem clean, em relação aos outros) - Paulo Fehlauer
Deem uma olhada e deem uma sacada!
;)
Quem esteve presente à primeira mesa do VI Colóqui Rumos de Jornalismo Cultural - Convergências, foram produtores de blogs e portais de caráter alternativo:
www.canalcontemporaneo.art.br - Patrícia Canetti
www.overmundo.com.br - Marcelo Zacchi
www.garapa.org (esse foi o que mais gostei, a página é bem clean, em relação aos outros) - Paulo Fehlauer
Deem uma olhada e deem uma sacada!
;)
Vovó ainda assiste tv
Bem,
Tow começando a achar que, apesar do tema ser convergência e o colóquio ser sobre jornalismo cultural, esse assunto será debatidomuito pouco . Os espaços, até agora, parecem mais uma forma de fazer apologia à internet, defendê-la, falar dela como o novo salvador da liberdade de expressão e da democracia da notícia e da cultura do mundo. Parece aquela coisa mcluhaniana de aposta total em cima das inovações tecnológicas, como discutíamos no Mídia Ativa.
As novas mídias não vão salvar o mundo. Assim como a televisão e o rádio, a internet apresenta suas ferramenteas, inclusive em paralelo com estas outras mídias, que estão longe de acabar - embora os defensores da internet avisem sobre seus passos derradeiros. Nesse sentido, a internet é nada mais que uma ferramenta, que dependerá apenas de quem a utiliza, de quem com ela trabalha para mudar algumas coisa. Politicamente, continuamos na mesma situação de quando a tv ou o rádio começaram a se pacificar, então, poucas são as possibilidades de reais mudanças com a internet hoje em dia.
Na minha opinião, o colóqui deveria discutir muito mais a produção de conteúdo do jornalismo cultura na (ou da) internet, e não apenas elogiá-la sem qualquer desconfiança. O vislumbre é grande, mas a iniciativa de mudança ainda é pouca.
Vovó ainda assiste tv, sentada no sofá. E bate palmas para o Sílvio Santos no domingo de tarde.
Tow começando a achar que, apesar do tema ser convergência e o colóquio ser sobre jornalismo cultural, esse assunto será debatidomuito pouco . Os espaços, até agora, parecem mais uma forma de fazer apologia à internet, defendê-la, falar dela como o novo salvador da liberdade de expressão e da democracia da notícia e da cultura do mundo. Parece aquela coisa mcluhaniana de aposta total em cima das inovações tecnológicas, como discutíamos no Mídia Ativa.
As novas mídias não vão salvar o mundo. Assim como a televisão e o rádio, a internet apresenta suas ferramenteas, inclusive em paralelo com estas outras mídias, que estão longe de acabar - embora os defensores da internet avisem sobre seus passos derradeiros. Nesse sentido, a internet é nada mais que uma ferramenta, que dependerá apenas de quem a utiliza, de quem com ela trabalha para mudar algumas coisa. Politicamente, continuamos na mesma situação de quando a tv ou o rádio começaram a se pacificar, então, poucas são as possibilidades de reais mudanças com a internet hoje em dia.
Na minha opinião, o colóqui deveria discutir muito mais a produção de conteúdo do jornalismo cultura na (ou da) internet, e não apenas elogiá-la sem qualquer desconfiança. O vislumbre é grande, mas a iniciativa de mudança ainda é pouca.
Vovó ainda assiste tv, sentada no sofá. E bate palmas para o Sílvio Santos no domingo de tarde.
Primeiro dia do Rummos Jornalismo Cultural - SP
Olá galera
Hoje foi dado início ao Colóquio Rumos Jornalismo Cultural. De manhã, tivemos um espaço de abertura, com apresentação de quem havia ganho o prêmio e tal, tal, tal. Houve uma roda de diálogo com a jornalista Célia Guimarães, que é correspondente em NY do estadão. Mas acabei nem prestando tanta atenção, porque tava ansioso. Agora à tarde, começaram os espaços abertos ao público.
O tema discutido foi "Novas referências: a esperiência dos coletivos". Gostaria de comentar e falar sobre alguns pontos importantes que foram discutidos.
Atualmente o espaço colaborativo dentro da internet (blogs, sites, portais, etc...) é uma das principais alternativas de contraposição à grande mídia. Essa, por questões de limitação logística, acaba reportando apenas os espaços de cultura local, e o público é reduzido também à nível local, saca. Quando começa-se a trabalhar com a internet, possibilita-se o espaço de troca de intercãmbio de informações através dos colaboradores. Os textos, assim como fotos e vídeos, podem ser (re)produzidos por pessoas de qualquer espaço do país (ou mesmo do mundo), abordando assuntos de todo o espaço. Isso é exposto na internet, e o conteúdo passa a ser disponibilizado para pessoas de todo o mundo, isso em um canal na internet, como um portal ou um blog, de natureza independente (nem sempre é assim, venhamos e convenhamos! =P) Assim, uma pessoa do Rio Grande do Sul pode conhecer mais sobre o rock do Amapá, ou os soteropolitanos podem sacar mais sobre os coletivos de teatro de Manaus. Uma coisa assim. Acho que, nesse sentido, há a possibilidade de diálogo maior entre as atividades culturais de todo o Brasil, as pessoas podem conhecer mais sobre as culturas de seu país, contra as limitações logísticas do jornalismo convencional. Inclusive, quando jornais se dizem nacionais, como O Globo ou o Estadão, mas tratam apenas sobre temas locais, no eixo Rio-SP-BH (e que são "nacionalizados" por eles).
Fotografia em Coletivo
Houve um pequeno debate sobre a questão da fotografia sendo assinada por um coletivo, e não necessariamente pelo fotógrafo que deu o clique. A grande questão é que, atualmente, em se trabalhando dentro de uma grupo de pessoas, o trabalho com a fotografia não é apenas do fotógrafo. Há quem produz o ensaio, ou possibilita o acontecimento das fotos; há o próprio fotógrafo, há quem modela e trata as imagens, e há quem divulga numa determinada página na internet. Nesse sentido, o trabalho é de todos, e o pessoal da mesa todo concordou que, por isso, a atribuição aos créditos das fotografias deve ser de todo o coletivo.
Espaço de Legitimação
O que trouxe bastante polêmica no final desse espaço foi o grau de legitimação no cenário social dos blogs e portais "indepoendentes" de jornalismo cultural. Isto é, se atualmente, são ainda as grandes mídias que legitimam determinado artista dentro do imaginário das pessoas, ou os canais alternativos também são capazxes de legitimar esses artistas. Todos os que estavam na mesa concordaram que sim, os portais e blogs conseguem atuar como agentes legitimadopres de cultura. Eu, particularmente, não concordo. Não dá para negar ainda o poder de legitimar das grandes mídias, de indicar o que escutar ou quem lê para o público leitor (de vpideos, textos, fotografias...), por mais que isso seja meio "monopolítico".
Agora tow indo para mais um espaço. Depois nos falamos!
Hoje foi dado início ao Colóquio Rumos Jornalismo Cultural. De manhã, tivemos um espaço de abertura, com apresentação de quem havia ganho o prêmio e tal, tal, tal. Houve uma roda de diálogo com a jornalista Célia Guimarães, que é correspondente em NY do estadão. Mas acabei nem prestando tanta atenção, porque tava ansioso. Agora à tarde, começaram os espaços abertos ao público.
O tema discutido foi "Novas referências: a esperiência dos coletivos". Gostaria de comentar e falar sobre alguns pontos importantes que foram discutidos.
Atualmente o espaço colaborativo dentro da internet (blogs, sites, portais, etc...) é uma das principais alternativas de contraposição à grande mídia. Essa, por questões de limitação logística, acaba reportando apenas os espaços de cultura local, e o público é reduzido também à nível local, saca. Quando começa-se a trabalhar com a internet, possibilita-se o espaço de troca de intercãmbio de informações através dos colaboradores. Os textos, assim como fotos e vídeos, podem ser (re)produzidos por pessoas de qualquer espaço do país (ou mesmo do mundo), abordando assuntos de todo o espaço. Isso é exposto na internet, e o conteúdo passa a ser disponibilizado para pessoas de todo o mundo, isso em um canal na internet, como um portal ou um blog, de natureza independente (nem sempre é assim, venhamos e convenhamos! =P) Assim, uma pessoa do Rio Grande do Sul pode conhecer mais sobre o rock do Amapá, ou os soteropolitanos podem sacar mais sobre os coletivos de teatro de Manaus. Uma coisa assim. Acho que, nesse sentido, há a possibilidade de diálogo maior entre as atividades culturais de todo o Brasil, as pessoas podem conhecer mais sobre as culturas de seu país, contra as limitações logísticas do jornalismo convencional. Inclusive, quando jornais se dizem nacionais, como O Globo ou o Estadão, mas tratam apenas sobre temas locais, no eixo Rio-SP-BH (e que são "nacionalizados" por eles).
Fotografia em Coletivo
Houve um pequeno debate sobre a questão da fotografia sendo assinada por um coletivo, e não necessariamente pelo fotógrafo que deu o clique. A grande questão é que, atualmente, em se trabalhando dentro de uma grupo de pessoas, o trabalho com a fotografia não é apenas do fotógrafo. Há quem produz o ensaio, ou possibilita o acontecimento das fotos; há o próprio fotógrafo, há quem modela e trata as imagens, e há quem divulga numa determinada página na internet. Nesse sentido, o trabalho é de todos, e o pessoal da mesa todo concordou que, por isso, a atribuição aos créditos das fotografias deve ser de todo o coletivo.
Espaço de Legitimação
O que trouxe bastante polêmica no final desse espaço foi o grau de legitimação no cenário social dos blogs e portais "indepoendentes" de jornalismo cultural. Isto é, se atualmente, são ainda as grandes mídias que legitimam determinado artista dentro do imaginário das pessoas, ou os canais alternativos também são capazxes de legitimar esses artistas. Todos os que estavam na mesa concordaram que sim, os portais e blogs conseguem atuar como agentes legitimadopres de cultura. Eu, particularmente, não concordo. Não dá para negar ainda o poder de legitimar das grandes mídias, de indicar o que escutar ou quem lê para o público leitor (de vpideos, textos, fotografias...), por mais que isso seja meio "monopolítico".
Agora tow indo para mais um espaço. Depois nos falamos!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Deixa teu link
Foi o dia em que o sol mais lançou seus raios: que mais irradiou. Não, não quer dizer que foi um dia quente, mas foi um dia eseencialmente iluminado, de muita luz. Os de íris mais sensíveis sentiram um breve cegueira, um estalo de não mais ver por minutos. E não era trocar o colorido pelo preto dos olhos fechados, mas por um branco cintilante que se tornava irremediavelmente azul brilhante e celeste. Afinal, são de cores do céu que estamos falando. Outros, de organismos radicalmente adaptáveis, passaram a ver tudo num tom amarelado, ou igualmente azulado celestialmente, e seus olhos remelavam sem parar durante as primeiras horas do dia, tanto que nenhum banho conseguia limpar-lhes as pálpebras, e nenhum dos lenços vendidos aquela tarde, não se sabia mais se em padarias ou em farmácias, pois o nome era alocado logo no alto das lojas, e as pessoas evitavam olhar para cima, conseguiam submeter. Era o hábito de terem nas retinas muito maior incidência da luz solar, do que o normal.
E as sobrancelhas, afinal, se lançavam numa tensão final, assim como os bochechas inchavam avermelhadamente. E fechavam os olhos de quem ainda enxergasse, para que ainda menos luz entrasse. E, tensionados os rostos, adquiriam uma aparência estranha de caretas de deuses africanos espantadores de espírito. Da mesma forma, espantavam-se as próprias pessoas, até o ponto em que todas observaram que todas estavam assim, e se reconheciam naqueles rostos propositadamente inchados.
E as sobrancelhas, afinal, se lançavam numa tensão final, assim como os bochechas inchavam avermelhadamente. E fechavam os olhos de quem ainda enxergasse, para que ainda menos luz entrasse. E, tensionados os rostos, adquiriam uma aparência estranha de caretas de deuses africanos espantadores de espírito. Da mesma forma, espantavam-se as próprias pessoas, até o ponto em que todas observaram que todas estavam assim, e se reconheciam naqueles rostos propositadamente inchados.
Sabe quando pedem para você escrever um conto? Sim, quando te encomendam uma história qualquer com personagens, em um cenário único e com rápido desenvolvimento. São os compradores de história.
Eu neguei um deles, e me deixei tornar aflito por tantos segundos, pois privei alguém de ter uma história contada ao pé do ouvido, ou de tentar remediar as irremediáveis angústias e aflições do dia-a-dia.
Eu neguei um deles, e me deixei tornar aflito por tantos segundos, pois privei alguém de ter uma história contada ao pé do ouvido, ou de tentar remediar as irremediáveis angústias e aflições do dia-a-dia.
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