quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ainda passa aqui, pelo corpo

Em coma. Sinto-me em coma, funcionando no automático.

Há um tempo, parece, há que se esquecer de muita coisa, seguir caminhando, inventar caminhos e destroçar o que já foi, ou que mesmo já está destroçado. Outrora, havia escrito aqui que é preciso, que é hora de se comprometer. Mas isso, ora, é tão difícil de se fazer, porque, talvez, não é apenas pela cabeça, mas isso também passa pelo corpo. Essa cidade é difícil, eu sou difícil nessa cidade. Cadê os amigos, o passados, o contruído, aquilo que herdei com meus próprios pés e gestos?, cá eu não os encontro.

Funciono no automático, vou lendo, descrevendo, escrevendo, falando. Mas a verdade é que os laços aqui são difíceis de ser atados. Ou sou eu que sou difícil nessa tarefa de atar laços em terras fortalezenses.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

deixa esse tempo como será quando a gente se encontrar

Deixa ser assim, como será

passa esse tempo, e o tempo passa. ainda me remeto, e preciso ainda me remeter.
depois desse tempo, ainda me remeto.

deixa ser, como será, quando a gente se encontrar

sem ponto, final

sem nada

domingo, 9 de dezembro de 2012

deixaestarassim

e parece mesmo que tudo passa pelo corpo.
o corpo diz e não mente. como já dizia andréa, a gente passa um tempão para descobrir ou para omitir o que o corpo diz tão claramente. aí percebo que tah tudo no corpo,

nesse sentido, sinto um calor, um comichão, de quem quer sair fora, correndo, mas que está, de alguma forma, comodamente incomodado com isso. me sinto pleno nesse incomodo, ainda que ele me paralise.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

sexo avista

era aquilo.
o penis à minha vista ao lado dele. também o penis dele.
eram penis. dois. à minha vista
era eu, portanto, o penis e a minha vista. era eu, portanto, olhos e sexo.
sexo dele também. sexo também dele. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Imagem da beleza de uma viagem sem sentido

E lá estava eu.
Lençol no pescoço, e o mundo começando.

sábado, 6 de outubro de 2012

modulando

às vezes é preciso chegar no fundo, lá onde nem energia mais existe
pra poder encontrar algo, um lampejo, uma luz, algo discreto mas que move
ali, onde o corpo nem aguenta mais, que pede arrego e sente medo
mas é nesse medo que eu vou
assim como com a ansiedade
modulando

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Deixa ser assim

A ti, com quem aprendi a ler;
A ti, com quem aprendi a andar: a andar no Centro, no bairro, no mundo afora;
A ti, com quem deixei alguns dos meus medos e resquícios de insegurança; a ti, com quem também criei inseguranças;
A ti, que me ensinou a cozinhar carne de sol com feijão verde, bem gostoso.
E me ensinou a casa, a assitir novela e sessão da tarde, a comer na hora antes do colégio, a curar a sinusite;
e ainda: me disse que não há amigos, mas colegas, afirmação que me afeta de alguma forma até hoje;
não me ensinou dos livros, mas me mostrou o gibi 
a turma da mônica, os filmes infantis, os paradidáticos que se seguiram
a ti, de quem aprendi a ser perto, mas também a ser distante
de quem vi os gestos de dor e tristeza, e de quem um sorriso vale tanto a pena.

tem vez que lembrar da sra. é tão bom.
espero que esteja bem.
mãe.