terça-feira, 12 de março de 2013

Daqueles ou desses ou dos próximos dias mais tranquilos

Esse mundo é mau. Falo isso como abuso de criança mimada e de bico apontado. Mas também com lucidez de adulto que tem tentado amadurecer. O mundo é mesmo mau, e acho que a gente, às vezes, tem que mesmo aprender a ser mau e rude. Não há ninguém que vele pelo nosso sono.

Não consigo imaginar mais se haveria um mundo bom. Ou se, há pouco mais de dez anos, se eu imaginava um mundo bom, não lembro mais. A vida, ela, sim, nunca foi feita de muitos carinhos, de mão afeitas.

Talvez esse mundo sexual de que me apropriei para criar minhas fantasias parece cheio de armadilhas, e me faça mais temê-lo que querê-lo. Também não saber dizer não. De algum modo, essas situações vão agenciando minhas ações, minhas palavras, minhas decisões, mas também meu conforto, o meu permanecer, o meu estar e ficar por aqui.


Mas tenho saudade da minha cidade, da minha terra, desses dias mais tranquilos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ainda passa aqui, pelo corpo

Em coma. Sinto-me em coma, funcionando no automático.

Há um tempo, parece, há que se esquecer de muita coisa, seguir caminhando, inventar caminhos e destroçar o que já foi, ou que mesmo já está destroçado. Outrora, havia escrito aqui que é preciso, que é hora de se comprometer. Mas isso, ora, é tão difícil de se fazer, porque, talvez, não é apenas pela cabeça, mas isso também passa pelo corpo. Essa cidade é difícil, eu sou difícil nessa cidade. Cadê os amigos, o passados, o contruído, aquilo que herdei com meus próprios pés e gestos?, cá eu não os encontro.

Funciono no automático, vou lendo, descrevendo, escrevendo, falando. Mas a verdade é que os laços aqui são difíceis de ser atados. Ou sou eu que sou difícil nessa tarefa de atar laços em terras fortalezenses.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

deixa esse tempo como será quando a gente se encontrar

Deixa ser assim, como será

passa esse tempo, e o tempo passa. ainda me remeto, e preciso ainda me remeter.
depois desse tempo, ainda me remeto.

deixa ser, como será, quando a gente se encontrar

sem ponto, final

sem nada

domingo, 9 de dezembro de 2012

deixaestarassim

e parece mesmo que tudo passa pelo corpo.
o corpo diz e não mente. como já dizia andréa, a gente passa um tempão para descobrir ou para omitir o que o corpo diz tão claramente. aí percebo que tah tudo no corpo,

nesse sentido, sinto um calor, um comichão, de quem quer sair fora, correndo, mas que está, de alguma forma, comodamente incomodado com isso. me sinto pleno nesse incomodo, ainda que ele me paralise.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

sexo avista

era aquilo.
o penis à minha vista ao lado dele. também o penis dele.
eram penis. dois. à minha vista
era eu, portanto, o penis e a minha vista. era eu, portanto, olhos e sexo.
sexo dele também. sexo também dele. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Imagem da beleza de uma viagem sem sentido

E lá estava eu.
Lençol no pescoço, e o mundo começando.

sábado, 6 de outubro de 2012

modulando

às vezes é preciso chegar no fundo, lá onde nem energia mais existe
pra poder encontrar algo, um lampejo, uma luz, algo discreto mas que move
ali, onde o corpo nem aguenta mais, que pede arrego e sente medo
mas é nesse medo que eu vou
assim como com a ansiedade
modulando