domingo, 25 de setembro de 2011

Pós-modernidade, lucubrações e Kundera

Quando você sente as costas endurecerem, uma vazio enjoado no estômago e uma melancolia serena, é sinal de que está amadurecendo.

Gostaria de fotografar corpos nus, meu íntimo, mas meu íntimo não é só meu.

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O mais estranho no acabar de um relacionamento é que você tem que se acostumar que o corpo do outro não está mais com você. O corpo do outro pode estar com outro, e outros, mas não com você. Isso pode gerar duas coisas. Ou você sente ciúmes e morre em pensar no outro com um outro corpo, se deliciando com um outros corpos, lambendo, sentindo, cheirando e se divertindo com um corpo outro, ou você abre a mente e pensa que o sexo não necessariamente precisa ser recluso a duas pessoas, entendendo-o como fluido, como fluxo, que vai e vem de uma pessoa a outra, sem fronteiras, ou limites. Meio pós-moderno mesmo.

Embora sinta aquele, muito fortemente, prefiro que esse aconteça comigo. Prefiro acreditar que meu corpo é livre e são, aberto a fluxos, a fluidos, que posso sentir prazer com mais de uma pessoa, que mais pessoas podem se divertir com meu corpo, e eu, me divertir com o delas. Sentir que vivemos menos dicotomicamente, e mais em rede, em processos de idas e vindas, que não são estanques em si. Que não preciso estar recluso a alguém, seu sêmen, seu suor, suas curvas morenas e peludas, ainda que deliciosas. Mas que outros corpos podem me atiçar o desejo e fazer eregir minha genitália.

Acho que as teorias pós-modernas fazem a gente pensar melhor sobre si, a vida e as relações humanas. Viva Milan Kundera!

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